O nome Joana, feminino de João, vem do hebraico Yehohanan, composto por Yah, que é a abreviação de Yahweh (o nome de Deus) e por hanan, que significa “teve misericórdia". Significa, literalmente, “Deus teve misericórdia” ou também “Dom de Deus”. Era um nome dado pelos pais aos filhos muito esperados, nascidos quando os pais já tinha perdido a esperança, como no caso de João, o Batista.

No Novo Testamento encontramos “Joana”, que era esposa de Cuza, procurador de Herodes Antipas. Aparece em Lucas 8,1-3:
E aconteceu, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele. E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens.

O nome dela não é citado por Lucas entre as mulheres que foram ao sepulcro de Cristo, em Lucas 23,55 – 24,1. Lucas apenas diz que as mulheres que vieram com Jesus da Galiléia (sem mencionar os nomes) preparam perfumes para levar à sepultura e encontraram o túmulo vazio. Jesus lhes aparece e pergunta: “Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo?”. Marcos fala que as mulheres eram Maria de magdala, Maria, mãe de Tiago e Salomé (16,1). Mateus menciona “Maria Madalena e a outra Maria” (28,1). João, invés, menciona apenas a visita de Maria Madalena ao sepulcro (capítulo 20).