Existia, sim, Ana. É verdade que quando falamos em “Pentecostes” vem imediatamente em mente a narração dos Atos dos Apóstolos (capítulo 2), na qual é descrita a descida do Espírito Santo sobre a comunidade cristã reunida no cenáculo, 50 dias após a ressurreição de Cristo. De fato o vocábulo, em grego, significa quinquagésimo. Todavia, “Pentecostes” não é uma festa originariamente cristã, mas era celebrada no Antigo Testamento pelos judeus, como acontece ainda hoje entre eles. Em hebraico a festa è dita Shavuot ("sete semanas") e acontece 50 dias após a páscoa hebraica. Na verdade, quando o Espírito desceu sobre os apóstolos, os judeus estavam celebrando esta festa.

No Antigo Testamento “Pentecostes” é uma das 3 festividades que o povo devia celebrar no Templo de Jerusalém. Por isso é uma das 3 festas de peregrinação. Ela celebrava o fim da colheita. Como conta Êxodo 34,18-26, os judeus deviam ir ao santuário de Jerusalém, levando consigo os primeiros frutos da colheita.

Com a destruição do Templo de Jerusalém a festa entre os judeus ganhou um novo significado: hoje eles, neste dia, celebram o dom da Lei recebida por Moisés no Monte Sinai, como conta Êxodo 19.