O ecumenimso na América Latina é um desafio muito grande. Há pessas abertas a essa realidade e outras que são intransigentes, vendo o diálogo entre as diferentes confissões como um tipo de idolatria. A Igreja Católica, em geral, é aberta ao diálogo e assim também as confissões históricas, os assim ditos "protestantes". Outras confissões, que nasceram consideravelmente há pouco tempo, normalmente chamados de "evangélicos" ou "pentecostais", têm possições contrárias ao diálogo.

Quem é aberto ao diálogo sabe que a conversa enriquece. Tem também consciência que o objetivo não é "convencer" (e converter) o outro da ortodoxia da própria doutrina, de quanto ela seja "a doutrina". O díalogo supõe abertura para apreciar também a verdade presente no outro.

 

A Bíblia e o ecumenismo

Há muitas doutrinas que separam as diferentes confissões cristãs. Sobre elas é impossível construir um diálogo. Aquilo que une a todos os cristãos é a Palavra de Deus, na qual todos creem e da qual todos se alimentam. 

Essa base comum é o cerne da iniciativa conhecida como CEBI, que é um centro que promove a formação bíblica, incentivando a leitura ecumênica da Bíblia.

Nascido em 1979, o Centro de Estudos Bíblicos é uma associação ecumênica,

formada por mulheres e homens de diversas denominações cristãs, reunidos pelo propósito de captar e fortalecer esse jeito de ler a Bíblia para que, junto com Jesus, possamos orar: “Pai, eu te agradeço porque escondeste essas coisas dos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado!” (Mt 11,25).

O CEBI é caracterizado pelo seu método, que é sintetizado com o triângulo hermenêutico: Realidade - Bíblia - Comunidade.

Certamente, como essa iniciativa, existem outras, que devem igualmente serem divulgadas para que aumente a consciência da necessidade de somar forças entre os cristãos, para que a comunidade dos seguidores de Cristo seja "una".