Alessandra faz um ulterior comentário:

Vejo várias denominações evangélicas com cultos exaltados, falando alto, orando com voz forte enquanto católicos oram de forma diferente. Sou evangélica mas sempre me pergunto o que é do agrado de Deus: um louvor com mais fervor ou um culto mais tranquila mantendo mesmo louvor.

A liturgia é uma forma comunitária de oração, de "conversa" com o Senhor. Trata-se de um momento muito especial e não existe um "modo" consagrado de "conversar" com Deus. Há quem gosta de ficar em silêncio e quem gosta de louvar, cantando e dançando. Eu, particularmente, não gosto de barulho e de muitos movimentos, por isso não frequento liturgias "movimentadas", mas penso que pode também ser uma maneira justificável de "conversar" com Deus, da comunidade exprimir a sua fé no Senhor.

Na igreja primitiva existia muito a influência da liturgia judaica. É claro que a ela foram acrescentadas a celebração da eucaristia (Atos 2,42-46) e também a oração a Deus em nome de Jesus (Atos 4,24-30). Como diz Atos 2,46-47,

dia após dia, unânimes, mostravam-se assíduos no templo e partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e gozavam da simpatia de todo o povo.

Em seguida o culto foi mudando. Por exemplo, no início parece que a eucarística era celebrada no contexto de uma verdadeira refeição, mas logo em seguida as duas coisas foram separadas.

Paulo mostra (veja 1Coríntios 14,39-40) que nos encontros de algumas comunidades fossem feitas profecias e também se falasse em línguas, mas, ao mesmo tempo, recomenda que "tudo se faça com decoro e com ordem".

 

A música e o canto

Desde o início, retomando o costumo dos judeus, os cristãos cantavam as maravilhas de Deus, através principalmente dos salmos, mas também de hinos, aclamações e doxologias. Os gêneros de canto foram mudando com a história, mas sempre se buscou antecipar aqueles coros de anjos que estão diante do Trono de Deus, cantando sempre louvor a Ele. A música eleva a mente e o coração, levando a uma experiência profunda do mistério. De fato, se diz que quem canta reza duas vezes.