Não há uma passagem que confirme essa hipótese. Nas passagens que falam dessa fase da vida de Paulo, apenas é dito que ele era alguém que concordava com a repressão dos cristãos, sendo protagonista da ação de colocá-los em prisão. Isso é afirmado por ocasião do martírio de Estêvão, como contado em Atos dos Apóstolos 7. No capítulo 8, conta-se o seguinte sobre o martírio do diácono:

Saulo estava de acordo com a sua execução (Atos 8,1)

Dois versículos adiante, Lucas afirma:

Quanto a Saulo, devastava a Igreja: entrando pelas casas, arrancava homens e mulheres e metia-os na prisão (Atos 8,3)

Lucas, em Atos, também conta que a conversão de Paulo, até então chamado Saulo, se deu exatamente quando ele se dirigia a Damasco, com ordens do Sumo Sacerdote, para trazer presos para Jerusalém aqueles que "lá encontrasse pertencendo ao Caminho, que homens, quer mulheres" (Atos 9,2).

Depois é o próprio Paulo que escreve falando dessa fase da sua vida, na Carta aos Gálatas, contando como "perseguia sobremaneira e devastava a Igreja de Deus" (Gálatas 1,13). Isso é dito ainda em outros seus discursos que nos trasmitem os Atos dos Apóstolos, como em Atos 26,11:

Muitas vezes, percorrendo todas a s sinagogas, por mieoi de torturas quis forçá-los a blasfermar; e, no excesso do meu furor, cheguie a persegui-los até em cidades estrangeiras.

Nem tudo é claro a respeito das leis civis daquele tempo. Mas é provável que para matar alguém, mesmo se condenado pela autoridade religiosa, pelo Sinédrio, fosse necessária a aprovação dos governantes do Império Romano, como fica bem evidente no caso do juízo e condenação de Jesus. É provável que materialmente Paulo não podia matar as pessoas, embora fica evidente o quanto fosse zeloso da religião judaica, antes da conversão, e por isso perseguia quem a contrastava.