Uma janela sobre o mundo bíblico

O muro das lamentações corresponde a parte do primeiro templo construído por Salomão?



  • Pergunta de Elli Ribeiro, Sumaré - SP
  • 594
  • 13/11/2017
Odalberto Domingos Casonatto

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Olá Elli Ribeiro de de Sumaré - SP!

Nada disto, o primeiro templo de Salomão foi destruído por Nabucodonosor II em 586 a.C.

O que a arqueologia nos atesta é que o atual muro das lamentações, que hoje é utilizado, pelos judeus ortodoxos para oração (transformou-se em uma grande sinagoga em seu átrio) data da época do Rei Herodes, que sendo Idumeu, para agradar os judeus, realizou grandes obras em Jerusalém e entorno. A remodelação do Templo foi uma de suas grandes obras. As pedras utilizadas na reforma passaram a ter uma identidade própria, da época do Rei Herodes o Grande, eram todas pedras colossais, que ainda hoje podemos ver.

 

Recordando

O Primeiro templo construído pelo Rei Salomão chamou-se templo de Salomão sendo destruído na invasão de Nabucodonosor II em 586 a.C.

No ano de 516 os Judeus retornam do cativeiro babilônico em número de 40.000, estes foram comandados por Neemias, reconstruindo o templo, chamando-se o segundo templo de Salomão.

Séculos mais tarde o rei Herodes o grande, fazendo jus a seu nome “o grande” reforma o Templo dando uma imponência sem igual. Este foi o templo que Jesus conheceu.

Entretanto no ano 70 d.C. foi novamente destruído.

O que resta hoje da área do Templo é somente parte do muro de proteção. O Templo propriamente dito, com o santo, santo dos Santos, altar dos sacrifícios se encontrava no centro de um retângulo de 200m por 400 metros.

Este muro que Herodes mandou fazer, é o que chamamos muro das lamentações. Este lugar passou ser lugar sagrado para os judeus ortodoxos, que um dia imaginam reconstruir novamente o Templo. Aliás, nos bairros em que vivem judeus ortodoxos está exposta, a maquete de como será o futuro templo.

 

Consulta:

Stanislau Loffreda ofm., Topografia di Gerusalemme, fino al 70 d. C., 1. Tavole, Studium Biblicum Franciscanum, Gerusalemme, 1982, pág. 14,15,16.

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