A ceia celebrada pelas igrejas (a missa / eucaristia na igreja católica) é memória da última ceia celebrada por Cristo, que por sua vez era memória da ceia celebrada pelo povo de Israel na noite em que foi libertado do Egito. Portanto, celebrar a ceia, a missa, é fazer memória da Páscoa.

Da Bíblia temos somente a recomendação de Jesus que diz: “fazei isso em memória de mim” (Lucas 22,19), depois de ter celebrado a última ceia com os apóstolos. Essa é a única menção sobre a ceia presente nos evangelhos.

Conforme descreve Lucas em Atos dos Apóstolos, parece que já na primeira comunidade começou a prática da oração ligada à ceia. Diz Atos 2,42: E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. A ceia, na primeira comunidade, é chamada Ágape.

Embora as orações fossem feitas todos os dias, o domingo passou a ser, logo no início da história cristã, o dia previlegiado para a celebração, para a recordação da ressurreição. Uma fonte antiga, a Didaché, escrita no início do segundo século da era cristã, descreve detalhadamente como era celebrada a Ceia do Senhor.

Hoje cada igreja tem uma prática diferente. Na igreja católica a eucaristia (ação de graças), a missa, é celebrada todos os dias, mas de forma mais solene nos domingos.