O que é Teologia da Libertação? sua origem, características e fundadores ?
- Pergunta de Allyne, Santo Antônio / RN
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- 30/08/2013
Olá Allyne, Santo Antonio / RN
O que é Teologia da Libertação?
Teologia da Libertação se apresenta como um movimento teológico supra-denominacional, não se vincula a nenhum partido político, mas pensa em uma teologia que possa influenciar a política, interpretando os ensinamentos e o projeto de Jesus Cristo em termos de uma libertação das opressões econômicas, políticas ou sociais. A Teologia da Libertação foi entendida e descrita, pelos seus principais representantes como a reinterpretação analítica e antropológica da fé cristã, em vista dos problemas sociais existente em particular na America Latina.
Características da Teologia da Libertação
Assim, uma das características básicas da Teologia da libertação é a negação de uma esperança transcendente. Não se espera o reino de Deus na transcendência, mas sim na imanência deste mundo. Seu golpe, porém, se caracteriza pelo fato de se afirmar que a transcendência se encontra no futuro. Mas, o futuro também é imanente, pois pertence à realidade desse mundo.
Outra característica da Teologia da Libertação é considerar o pobre, não um objeto de caridade, mas sujeito de sua própria libertação.
Origem e Fundadores da Teologia da Libertação.
A origem e o desenvolvimento da Teologia da Libertação na América Latina tem base em três fatores:
1 - Situação política, econômica e social do continente: Neste contexto nasce a Teologia da Libertação
2 – A valorização do marxismo como instrumento de análise social: as ciências sociais.
3 -Mudanças no âmbito da Igreja Católica, possibilitaram o surgimento da Teologia da Libertação:
- A experiência da Ação Católica e seu método VER-JULGAR-AGIR impulsionou uma ação transformadora.
- A realização do Concílio Vaticano II
- A Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Medellín, Colômbia
- O florescimento das Comunidades Eclesiais de Base
A Teologia da Libertação se iniciou como um movimento dentro da Igreja Católica, na América Latina nos anos 1950-1960, tornou conhecida na America Latina e discutida depois da publicação do livro mais famoso do movimento, A Teologia da Libertação em 1971 pelo padre peruano Gustavo Gutiérrez. Outros expoentes da Teologia da libertação: Leonardo Boff do Brasil, Jon Sobrino de El Salvador, e Juan Luis Segundo do Uruguai. A teologia da libertação desde os anos 90 sofreu um forte declínio, principalmente devido ao envelhecimento de suas lideranças, e a falta de participação das recentes gerações nesse movimento.
A influência da teologia da libertação diminuiu após seus autores serem condenados pela Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) em 1984 e 1986. Lembro o incidente com Leonardo Boff e o então cardeal Ratzinger. A Santa Sé condenou os principais fundamentos da teologia da libertação, com a ênfase exclusiva no pecado institucionalizado, coletivo ou sistêmico, excluindo os pecados individuais, a eliminação da transcendência religiosa, a desvalorização do magistério, e o incentivo à luta de classes.
Concluindo: Longe de dar uma resposta que seja abrangente no assunto, nos preocupamos em dar algumas indicações sobre o assunto, já que não se refere diretamente a questão bíblica embora na hermenêutica se possam usar as indicações da teologia da libertação.
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10 comentários
- Oliveira (Cuiaba) - 01/02/2016
Prezados ainda bem que o Papa Francisco vei o anuciar o que a igreja tem que ser "Sair para as ruas", A igreja tem que ser pobre, para os pobres". Não só os pobres financeiramente mas também para os que se diz conhecer a verdade de Cristo e da igreja. A igreja tem que ter ser Livre e libertadora dos oprimidos e leigos. Oxalá Viva Francisco
- DBonfim (Jaguarari) - 24/07/2014
A teologia da libertação nem faz mais tanta “fumaça”. Hoje, o fogo é do espírito carismático católico, que lota espaços de gente que fumega tão rápido a fé quanto a apaga, por isso que a lotação é pontual, mas não se torna vida em comunidade: lotam-se os retiros, os "shows-missa", mas vida comunitária, nada! Se os bancos da igreja se esvaziam, a culpa não é mais da teologia da libertação, mas de um modelo de igreja que não consegue se libertar do cerimonialismo mecânico que não gera fé nem consciência. E digo isso,...
- Marcos Venicius (FORTALEZA) - 24/07/2014
DBonfim. A Teologia da Libertação esvaziou a fé, marxismo e cristianismo se opõem, como disse o "grande" Marx, Religião é o ópio do povo. Ainda me lembro na época do seminário, "Teólogos" Presbíteros rindo dos alunos de frente a Jesus Sacramentado, Presbíteros vivendo com mulheres. Por conta dessa tal de Teologia da Libertação, essa "fumaça de Satanás", a Igreja vê, principalmente no Brasil o seu fruto. Bancos vazios e comunidades com elementos de eclesialidades cheias....
- DBonfim (Jaguarari) - 24/07/2014
Sr. Marcos, sou católico. Estudei teologia (e continuo a estudar). Amo o serviço comunitário, especialmente o relacionado ao estudo da Escritura. Não vejo nenhum mal em a Igreja valorizar a Doutrina Social que tem (e que muitos católicos desconhecem por completo), assim como desconhecem a história do cristianismo, enquanto movimento apocalíptico (que não se prestava a anunciar o fim do mundo, como equivocadamente se imagina, quando se ouve esse temo), mas sim que anunciava uma nova realidade que o homem deveria ass...
- Marcos Venicius (FORTALEZA) - 24/07/2014
DBonfim. Não sei a sua opção religiosa (se é que tem uma) mais se você analisar a Patrística verá que a Igreja Católica, não surgiu com Constantino em 313,como muitos marxistas falam. Estamos ainda na Bíblia, como está em Mateus 16,18. Como eu disse anteriormente, mataram a Cristo porque estavam esperando um Messias Rei, como era Davi. Ele trouxe a libertação, mais não somente para esse mundo material. Ele nos libertou da escravidão do pecado e da morte eterna.
- Marcos Venicius (FORTALEZA) - 24/07/2014
DBonfim. Os Judeus esperavam um Messias revolucionário. Mataram a Cristo, porque ele não era esse Cristo político. O Marxismo, fez e faz de tudo para acabar com o Cristianismo. O Catolicismo aqui no Brasil está totalmente comprometido, pelo fato de os sacerdotes (presbíteros) deixarem o povo morrer de fome (espiritual). Falar de política marxista em uma homilia é uma heresia. Cansem de ver isso na minha antiga paróquia.
- DBonfim (Jaguarari) - 24/07/2014
2. A proposta de espiritualização desencarnada do Império Romano, que fez questão de incentivar a imagem de um Jesus despolitizado e de um cristianismo igualmente despolitizado, tinha razões, já que se o cristianismo do império fosse aquele de linha apocalíptica, como era a pregação de Jesus, como assumi-lo no Império, se ele propunha o Reino de Deus que leva a pó o reino do homem (que era o do Império)? Para assumir o cristianismo como aliado do império (a religião oficial), esse teve de passar de incômodo a ferra...
- DBonfim (Jaguarari) - 24/07/2014
1. Excessos há de toda parte, mas achar que o evangelho deve se distanciar da vida das pessoas, ignorando as aflições do povo que sofre, supondo-se que questões de ordem social, política e econômica devem estar longe do discurso religioso, é um contrassenso, já que a história da fé bíblica emerge de um ato libertador, portanto, político: o êxodo hebreu, no qual descreve-se um Deus que olha para a aflição de seu povo e promove o que não deixou de ser ato político: liberta-o do domínio estrangeiro, para que esse estr...
- Marcos Venicius (FORTALEZA) - 24/07/2014
Maldita Teologia da libertação. Graças ao relativismo dessa heresia, hoje o Brasil vê o número de católicos diminuírem frente ao neo-pentecostalismo. Infelizmente os seminários católicos estão empestados dessa "fumaça de satanás" (Paulo VI). Não acreditam na presença real de Cristo na Eucaristia, relativizam os milagres e esvaziam os dogmas de fé. Está na hora de a CNBB acordar, estão querendo acabar com a Igreja por dentro....
- ad (aracruz) - 02/09/2013
outro evangelho.

