Quais são os escritos da Bíblia considerados apócrifos?

Pergunta de Olinda Almeida, Garça
Resposta de Luiz da Rosa, em 08/09/2012


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Apócrifos é uma palavra que descreve, em termos bíblicos, livros que tratam de temas paralelos àqueles presentes na Bíblia, mas que não têm a mesma consideração dos livros que formam efetivamente os livros considerados bíblicos, 73 para os católicos e 66 para os protestantes. A lista dos livros bíblicos é chamada de Cânon. Os livros que não entraram nesta lista são livros apócrifos.

Com o termo "apócrifo" se entendem livros diferentes, dependendo de quem a pronuncia. No mundo protestante os apócrifos são os 7 livros do Antigo Testamento que constam na bíblia católica e que estão ausentes da própria bíblia. Os católicos chamam esses livros de deuterocanônicos (entraram no cânon mais tarde). Esses livros são:

* Tobias
* Judite
* Sabedoria
* Eclesiástico
* Baruc
* 1 Macabeus
* 2 Macabeus
(além de trechos de Ester e Daniel - Ester 10,4-16,24; Daniel 3,24-90; 13-14).

Entre os católicos, invés, os apócrifos são todos os livros que não entraram na lista da Bíblia, que não fazem parte do Cânon. Esses livros são muitos (veja aqui uma possível lista). Os protestantes, invés, chamam esses livros de Pseudo-epígrafos, ou seja com uma falsa atribuição. De fato são livros que dizem ser de certos autores, mas sabemos que não é verdade.

 

Há muita especulação sobre os apócrifos. A própria palavra (apócrifo = o que é escondido) se presta a confusão. Na verdade não há nenhum mistério neles. Até o século XIX muitos desses textos não eram divulgados, sobretudo pelo medo de poder influenciar negativamente a fé do povo. De fato eles são cheios de aspectos teológicos confusos, que se afastam da doutrina da Igreja. Todavia eles são ótimos instrumentos para estudar a fé da igreja nascente, embora não representam a autoridade que têm os livros do cânon.

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10 comentários

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  • Alex (Manaus) - 03/03/2013

    "...terem comprovação de sua inspiração Divina...". Quem comprovou? Somente alguém divino, poderia comprovar se algo é divino!

  • Eduarda (Campinas) - 03/03/2013

    Quem escolheu o que era conveniente ou não para a Bíblia como conhecemos hoje foi o imperador Constantino. Posso deduzir que quem realmente fundou o cristianismo não foi Jesus, mas Constantino, pois foi ele que escolheu quais livros são sagrados e quais são apócrifos.

  • Max (Belo Horizonte) - 11/09/2012

    Meu caro irmão, como disse, os livros que encontramos na bíblia são canônicos por terem comprovação de sua inspiração Divina e coerência com as demais escrituras. E por isso são reconhecidos oficialmente pela igreja como “verdade”. Mas penso que não devemos nos fechar ao conhecimento apenas das Sagradas Escrituras. A comunidade de João mesmo nos escreve no último capítulo de seu evangelho (Jo 21,25) que se tudo fosse escrito, não caberiam em todos os livros da terra. Então a sede de conhecimento e busca da v...

  • ad (aracruz) - 11/09/2012

    Max Leandro, quem respeita as Sagradas Escrituras não as mistura com coisas não sagradas para apoiar doutrinas errôneas. O livro ao qual me referi, quando mistura doutrinas puras com impuras deixou de ser sagrado. Seria interessante se todos lessem antes de defender os tais apócrifos...Então tu esclarecestes ainda mais a comparação que fiz com Babel...realmente uma grande confusão e graças a Deus já está bem esclarecida para quem quiser.

  • Max (Belo Horizonte) - 11/09/2012

    Irmãos, quanto ao estudo dos Apócrifos, assim como para a leitura das Sagradas Escrituras toda boa religião cristã nos ensina a orarmos antes de iniciarmos a leitura. Penso comigo que principalmente com esses livros. Lutero afirmava serem bons para estudar, mediante as revelações que são feitas nesses eles. No Evangelho apócrifo de Bartolomeu encontramos informações interessantes sobre a queda dos anjos e o ades. No apócrifo evangelho de Maria Madalena informações sobre a infância de Jesus. E assim por diante....

  • Max (Belo Horizonte) - 11/09/2012

    Ad, desculpe-me, mas discordo em adjetivar as Sagradas Escrituras com o termo "Babilônia". Penso que seria até mesmo falta de respeito da nossa parte atribuir à palavra de Deus a recordação de uma história de egoísmo e ganância como esta. De um povo que quis atingir o céu confiando em sua própria força e conhecimento, ao invés de ouvir o propósito de Deus. A Bíblia se utiliza de exemplos simples, como, por exemplo, passagens de semeadura, colheita e pecuária, para que a mensagem seja entendida pelos simples. Mas ...

  • ad (aracruz) - 11/09/2012

    Babilonia seria confusão...anexar "ótimos livros para estudar" a Bìblia Sagrada é uma confusão...imagina todos os livros de Ellen White anexados a Bìblia? Esses também são ótimos para estudar...

  • ademarcandeias@gmail.com (aracruz) - 11/09/2012

    DBonfim, não sigo a Lutero, mas a Cristo. Desculpe...Sou adventista e não me baseio num livro apócrifo...quer se pronunciar para que eu prove o contrário?

  • DBonfim (Jaguarari) - 10/09/2012

    Ad, então, babilônia foi instituída por Lutero, porque o primeiro a declarar que esses livros, embora não os considerasse inspirados, eram bons para estudar, foi Lutero, não a Igreja Católica. Ou o senhor não sabe que uma bela duma escapada que o adventismo dá para sustentar uma de suas doutrinas se fundamenta num livro apócrifo?

  • ad (aracruz) - 10/09/2012

    "Todavia eles são ótimos instrumentos para estudar a fé da igreja nascente, embora não representam a autoridade que têm os livros do cânon."
    ?? Babilônia?