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Lugares bíblicos

Qual o nome do rei que reinava em Roma na época em que Jesus nasceu?

Pergunta de Deivid, Alvorada
Resposta de Luiz da Rosa, em 28/03/2012


Leia mais sobre História de Israel Herodes

Quando Jesus nasceu, Israel fazia parte do Império Romano. Naquele tempo o Imperador (não eram chamados "reis") era Augusto, conhecido também como Caesar Augustus (o nome completo era Gaio Júlio César Otaviano). Ele governou Roma a partir de 17 de janeiro de 27 antes de Cristo até 19 de agosto de 14 depois de Cristo. Quando Jesus morreu o Imperator era Tibério (de 14 até 37).

 

Obviamente o Imperador, que estava em Roma, não era presente em Jerusalém, que fica a mais de 2 mil quilômetros. O Império Romano tinha o costume de nomear pessoas locais como colaboradores que governavam em nome dos romanos. Esses 'colaboradores' locais tinham certa liberdade, mas tinham que ser leais a Roma e manter a ordem. Eles também eram responsáveis pela coleta dos impostos anuais que deviam ser pagos a Roma.

 

Roma assumiu o controle de Jerusalém em 63 antes de Cristo. Depois de alguns anos relativamente calmos em relação ao governo local, começaram lutas internas entre a aristocracia de Jerusalém. Para remediar a tal situação, Roma nomeou Herodes e o designou como Rei dos Judeus. Era ele que governava Jerusalém, quando Jesus nasceu. Herodes governou de 37 a 4 antes de Cristo e passou para a história conhecido como Herodes, o Grande.

 

Esse governador foi um homem de grande capacidade: contruiu muitas obras, deu um esplendor extraordinário ao Templo, mas também foi terrível contra os seus adversários, brutal na opressão, como podemos ver na ocasião da morte das crianças abaixo de 2 anos, como contada nos Evangelhos. Em relação à religião, limitou o poder do Sumo Sacerdote, que com ele não era mais uma posição vitalícia, mas era nomeado por ele: nomeou e depôs sete sumos sacerdotes durante seus 33 anos de reinado. Restringiu o papel deles às funções religiosas do templo.

 

O modo de governar de Herodes não era bem visto pelos judeus. Por isso, quando ele morreu, houve muitas revoltas e Roma interveio militarmente. Para aplacar as rebeliões cerca de 2 mil pessoas foram crucificadas em uma única ocasião. Séforis, por exemplo, foi destruída.

 

Aplacadas as rebeliões, Roma dividiu a região governada por Herodes em 4 áreas, dadas aos filhos do rei: Galiléia e Peréia ficaram com Herodes Antipas; Felipe recebeu a região a nordeste do Jordão; Arquelau ficou com a Judéia e a Samaria. No ano 6 depois de Cristo Roma tirou Arquelau do poder e começou a comandar sua parte de território com governantes mandados de Roma, como era Pôncio Pilatos, quando Jesus morreu.

 

Os contrastes entre Jerusalém e Roma nunca se aplacaram até que em 70 depois de Cristo Roma destruiu a cidade e também o Templo, que não foi mais reconstruído.

 

Resumindo

Quando Jesus nasceu, por volta do ano 5 antes de Cristo, o Imperador romano que estava no poder era Augusto. Quem, delegado por Roma, governava a Terra Santa era Herodes, o Grande. Como sabemos, por causa de erros de cálculos, a data de nascimento de Jesus não foi no ano 0, mas alguns anos antes.

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7 comentários

Postar um comentário

  • Rosemilton Santos (Rio de Janeiro) - 29/07/2014

    Matéria excelente! Pena que lemos comentários de pessoa tão desconhecedor tanto da teologia bíblica quanto da história da religião. Esse moço de Goiânia parece nem mesmo entender que nossa constituição o condena por ofender de forma direta, a expressão religiosa seja ela de qualquer credo ou seguimento. Compreendo que ele é "sego" espiritual e "analfabeto" dos diritos constituídos.

  • joão batista santos (santarem, pará) - 02/05/2014

    o marlos silva, esqueceu de dizer que toda religião, visa o dinheiro em primeiro lugar; que a biblia é o livro que mais tem contradição, que eu já li, no livro de oseias, deus manda ter relação com uma prostituta. deus escreveu os dez mandamentos dizendo para moises não mataras, mas manda josue, matar.

  • José Moreira dos Santos (Rio de Janeiro) - 23/04/2014

    No comentário do Sr Marlos Silva (goiânia - como ele escreve), encontramos uma inusitada combinação: a majestade do ateismo, a precariedade do português e a harmonia de debilóide, alienado e doido. Daí vem, provavelmente, o extraordinário caráter de gente que, a todo custo, tenta depreciar a fé dos seus semelhantes.

  • luciana (Rio de Janeiro) - 09/04/2014

    Parabéns pela matéria (simples e eficaz). Que Jesus possa usar de misericórdia por aqueles que criticam a palavra do SENHOR.

  • leonardo alves (guarulhos) - 31/03/2014

    fiz uma leitura de um dos comentarista e vi sua opiniaõ,sem base nem fundamento,sendo o mesmo, utiliza de criticas contra as pessoas que professam suas religiões.mais tenho um recado para o mesmo Jesus Cristo te ama e naquele grande dia se vc não se converte vai ter que se prosta e confessar que Cristo é o Senhor.

  • marlos silva (goiania) - 30/03/2014

    todos governantes de roma e de isrral egito deixou um legado na arquiologia mais os profetas como abrao moises jeus buda e maome nao ficarao nada morau da historia personagens de fixao so existe na cabeçao de lunaticos doidos e idiotas ai deu no que deu as relegioes e os relegiosos tem que ser tratodo como doentis mentais esquisofremos e alucinaçoes pessoas loucas que sonha acordada o que os fanaticos faz e obra do diabo que els propria acredita

  • Rosi Maués (Belém-PA) - 05/10/2012

    PARABÉNS!! Texto bastante esclarecedor!