Baal pode ser considerado come um nome geral para os diferentes deuses que a fé do povo judeu teve que contrastar, no Antigo Testamento, para que prevalecesse o monoteísmo, a fé no único Deus. Literalmente quer dizer “Senhor” e, dependendo do contexto, pode significar diferentes deuses. Ás vezes, pode até ser lido como um sinônimo para “deuses”, sobretudo no contexto dos cananeus, o povo com quem Israel teve que lutar, na sua chegada na Terra Prometida, depois do Êxodo pelo deserto, vindos do Egito. Emblemático, nesse caso, é o texto de Juízes 6, com o Juiz Joás. Normalmente Baal é considerado o deus principal de Ugarit, dos fenícios. Ele era o chefe dos deuses; garantia a chuva e a fertilidade, embora não fosse venerado como criador e gerador da vida. Existiam também deusas com o nome de Baal, nesse caso Ba‘alat. A imagem de Baal é literalmente uma imagem, pois as imagens eram expressões do culto aos deuses, como acontece em todas as religiões. Um exemplo da imagem de Baal você pode ver ao lado desse texto. Esta é de Ugarit e atualmente está no museu do Louvre, em Paris. A necessidade de afirmar o culto no Deus único fez com que nascesse a proibição de fazer imagens. Entender esse contexto é fundamental para uma hermeneutica do conflito que abrange esse tema até hoje.