Fotos | Video Santo Sepulcro  | Vídeo caminhada muralha de Jerusalém

Não tem nada mais especial do que celebrar o Dia do Senhor (Domingo) no local aonde se manifestou com toda a sua potência, derrotando a morte. Foi aqui que isso aconteceu!

 

Santo Sepulcro

Essa igreja, bem no meio da Cidade Antiga de Jerusalém, é um lugar especial. Dentro dessa grande Basílica, que nada parece com as grandes basílicas que conhecemos, estão dois lugares muito importantes: o calvário, lugar aonde Jesus foi crucificado, e o Túmulo de Cristo:

No lugar onde Jesus fora crucificado havia um jardim, onde estava um túmulo, em que ninguém ainda tinha sido sepultado (João 19,41).

A Basílica que se encontra nesse local tem uma história muito rica. Foi obra já do imperador Constantino, que substituiu um templo dedicado a Vênus. A mãe do imperador teria encontrado nesse local também a cruz de Cristo. A partir desse momento, entre destruições e construções, os cristãos recordam nessa igreja o mistério da Paixão de Cristo (veja aqui detalhes sobre a sua história: https://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Sepulcro)

Não é um lugar tranquilo, como pensamos de toda as igrejas; parece mais uma praça. O local é administrado e repartido entre as igrejas Católica Romana, Católica Ortodoxa, Armena, Ortodoxa Copta, Ortodoxa Siríaca e a Igreja Ortodoxa Etíope. Isso significa que cada um tem seus horários e, às vezes, enquanto se reza, outra confissão também está fazendo a sua celebração. Apenas as igrejas Ortodoxa, Armênia e Católica podem rezar dentro do túmulo.

Hoje, domingo, o local do Sepulcro era dos católicos das 6 da manhã até as 8. Saímos do hotel cedinho, às 05 da manhã. Entramos na Porta Nova, passamos pela Casa Nova e descemos até o Santo Sepulcro. Estradas vazias e uma situação surreal. Na Basílica já tinha várias pessoas, mas não a bagunça que normalmente os grupos ali encontram. As 6:30 começou a missa, na frende da edícula do Sepulcro. É uma experiência particular. Os franciscanos animam a liturgia, toda em Latim. É óbvio que o estilo e os modos são bastante estranhos para nós que viemos como peregrinos, mas é provável que só esse modo de ser consegue preservar o local para a posteridade. É verdade que a confusão que reina ali naquela igreja, se não existe por trás uma fé sólida, pode provocar algum escândalo.

Todo o comportamento das diferentes igrejas cristãs que têm algum direito ali na Basílica é regulado por um acordo feito nos meados do século XIX, que é chamado de “Status Quo”. Nada pode ser mudado e tudo continua como estava em 1852.

 

Passeio sobre os muros da cidade

Depois do café no hotel, retomamos nosso programa de turistas. Hoje queríamos ter uma visão panorâmica da cidade velha. Para isso, nada melhor que passear por cima das muralhas da cidade. Descemos até a Porta de Jafa passando pelo parque aonde se encontra um Molinho de Vento construído por Montefiore em 1857, para moer o trigo para os habitantes judeus da cidade. Era uma periferia feia da cidade e inclusive no tempo da segunda guerra era uma pequena favela. Hoje é um dos bairros mais nobre da Cidade Nova de Jerusalém.

Na Porta de Jafa se compram as entradas para as muralhas. Custa 20 Sheqels. E o percurso consta de duas etapas. A mais sensacional, que fizemos hoje, vai dessa porta, começando pela Cidadela de Davi, até pertinho do Muro das Lamentações. É um passeio muito bonito, passando pela Porta de Sião e tendo uma vista panorâmica da parte mais antiga da cidade.

Sobrou tempo ainda para um passeio no Cardo Maximus, uma ruazinha sempre lotada de gente e cheia de comércio árabe.

No final da tarde, com o por do sol, como sempre acontece com as festas hebraicas, começou o Ano Novo judeu (ano 5.780), festa chamada em hebraico de Rosh Hashaná. Fomos viver esse momento junto com os judeus no Qotel, no Muro das Lamentações. Amanhã e depois eles estarão de festa.

Fotos | Video Santo Sepulcro