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Hoje com o avanço da ciência, mesmo leigos conseguimos entender a evolução das espécies, mas ainda continua o mistério da criação... Os textos bíblicos esclarecem a nossa missão após o nascimento. Por isso, gostaria de conhecer melhor a explicação da igreja com relação ao livro Gen 2, 18,19,20 (principalmente, 21 e 22),23 e 24... Não se trata de questionamento, mas sim para um melhor entendimento teológico sobre a matéria |
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Pergunta enviada por Luiz Carlos - Niteroi, em 10/10/2006 |
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A questão complexa que nos põe o nosso leitor não nos permite de ser tanto breves como o espaço na WEB requer. Peço desculpas, mas mi comprometo a ser mais sintética possível. O nosso leitor acena a um problema de suma importância, com o qual deve confrontar-se todo aquele que se aproxima seriamente ao texto bíblico: como conciliar os nossos conhecimentos científicos atuais, por exemplo quanto à origem do universo (o ‘big bang’) ou da vida e dos seres viventes (a evolução) com as narrações da criação que – contados no livro do Gênesis – o fiel considera como Palavra de Deus que não ingana? Temos que inevitavelmente escolher entre ciência e fé, declarando-as inconciliáveis? Ou é possível crer nas respostas que a ciência dá e continuar a crer em Deus Criador e a sua Palavra? Trata-se de uma pergunta que, embora hoje apareça óbvia (mas verdadeiramente o é para todos?), é relativamente recente.
O confronto entre ciência e a questão da verdade da Bíblia vem à tona quando o italiano Galileu Galilei, no início de 1600, retomando algumas teorias que já elaboradas por Copêrnico entre 1400 e 1500, afirmou que a terra roda em volta do sol e não o contrário. Ele, processado pelo tribunal da inquisição, foi acusado de desacreditar a Bíblia, na qual se afirma que é o sol que se move (em Josué 10,12-14 Josué comanda ao sol de parar). Galileu, chamado a pedir desculpas, antecipou aquilo que o Papa Leão XIII afirmou depois, em 1893, na encíclica Provvidentissimus Deus, ou seja, que o Espírito Santo nos textos bíblicos não quis ensinar se o céu se movimenta ou está parado, ou que forma tem, mas tudo aquilo que é importante para a nossas salvação, “como se vai ao céu, não como vai o céu”. Galileu, portanto, afirmava que a ciência e a Bíblia olham a mesma realidade de perspectivas diferentes que, invés de lutarem entre si, completam-se para dar a todos nós as respostas que preenchem nossas exigências de conhecimento da ordem físico-material, de uma parte, e da ordem espiritual, da outra.
Uma outra coisa a ter presente quando se lê a Bíblia é o contexto temporal no qual nasceu o texto. O homem da Bíblia olhava a realidade que o circundava, observava os seus fenômenos; viam o sol aparecer no levante, percorrer todo o céu, e pôr-se no ponente, e isso o levava a pensar que fosse o sol a se movimentar. Assim, no momento em que a Palavra divina foi dada ao homem, também ela tinha que dizer que é o sol que se move para nos fazer entender. É o mistério da palavra escrita, isto é, da Palavra de Deus que se faz “carne”, que se faz pequena para ser compreendida pelos homens e mulheres e que dessa forma se veste com as imagens, a linguagem e os sons que as criaturas possam entender. É claro, isto faz com que ela seja limitada, pois assume as categorias limitadas das diversas épocas históricas e assume o risco de ser mal compreendida ou, não sendo mais atualizada, de não ser mais entendida (aqui se coloca a tarefa fundamental da exêgese, das ciências que têm a ver com a leitura e compreensão dos textos antigos e da leitura atualizada da comunidade que crê). Tendo compreendido isso, que é um critério de leitura para toda a Bíblia, podemos compreender melhor também aquela narração tão distante que nos conta a criação.
Estamos nos capítulos 1 – 11 do Gênesis, capítulos nos quias os autores sagrados buscam explicar por que a realidade é assim como é: por que existe o mundo, por que as criaturas, por que a atração entre os sexos, por que a morte, a dor, o mal... Este modo de contar uma história para explicar a realidade atual se chama etiologia, isto é, discurso das causas. Dessa forma se cria uma estória (um mito) que tira fora da realidade tudo aquilo que pode ser arquétipo, que está no fundo e na origem de tudo, que é comum a todas as experiências dos seres humanos de todo lugar e época. Assim esses capítulos contam simplesmente e com imagens muito bem conhecidas e familiares, as origens do céu e da terra, dos elementos, das criaturas e dos aspectos exemplares das suas vidas (nascimento, morte, atração física, amor...), imagens freqüentes nos mitos e contos já existentes nas culturas egipcianas e, sobretudo babilonês, como o poema de Enuma Elish e a epopéia de Gilgamesh. Mas sobretudo querem relevar que à origem de tudo – não importando como é feito – está Deus com a sua vontade de criar: ‘no princípio Deus...’.
Nos aproximamos ainda mais ao ponto específico da pergunta. Os capítulos 1 – 3 do Gênesis apresentam uma particularidade ulterior. Parece que contam em modo diferente a mesma coisa, sobretudo as origens do ser humano. Temos, de fato, duas narrações da criação do homem, histórias que foram compostas por mãos diferentes e em épocas diferentes. Em Gn 1,27 uma única frase, concisa, evoca a criação do homem e da mulher, a qual segue o mandado que Deus confia a eles. Em 2,18-24 uma outra história, mais articulada, torna mais concreto o acontecimento: é uma história circuntanciada, rica de particulares na qual junto com o homem e a mulher também Deus parece vestir-se de ‘carne’, ou seja se torna concreto, torna-se ele também quase ‘ser humano’: fala e conversa em primeira pessoa, dá forma à argila, é cirurgião, cortando e carne e custurando-a, cria a mulher e faz com que encontre o homem...
Chegando no centro da questão nos perguntamos: como tudo o que dizemos até agora nos ajuda a compreender o texto da criação da mulher (é essencialmente esta a pergunta que é latente), um texto cujo as mais diversas interpretações no curso da história originaram teorias e práticas variadas e muitas vezes aberrantes em referência à mulher?
No uso da faculdade de observar a realidade em que vive, o autor sagrado percebe na mulher uma creatura que tem a mesma origem, Deus. Porém, diferente das outras criaturas, é também simile ao homem, visto que pode comprende-lo, é sua interlecutora. Ao mesmo tempo é diferente, pois ele a vê como ‘qualquer coisa que lhe falta’ e sobretudo é um mistério.
Na primeira referência à criação da humanidade, em Gn 1,27 se diz: ‘Deus criou adam’ (do versículo 7 sabemos que tal nome vem de adamah, terra, argila, solo do qual foi tirado). Adam é um ser plural, por que ‘homem e mulher os criou’. Poderíamos substituir o nome ‘adam’ com ‘humanidade’. Na segunda narração da criação, aquele de Gn 2,18ss, Deus cria outras criaturas da adamah (os animais), mas entre estes não se encontra nenhum que seja verdadeiramente símile a adam, em modo de servir-lhe de ajuda. Que estranho. Isto nos revela diversas coisas importantes. A criatura que será reconhecida como ‘mulher’ (em hebraico ishah) não é tirada do solo e criada do início, da terra, mas na realidade já existe dentro de adam, e, portanto, é como ele, a imagem e semelhança de Deus que a extrai do homem e a conduz a ele. No momento em que adam a vê e a reconhece como um outro si mesmo, pronuncia as primeiras palavras. Trata-se de palavras importantes, com as quais manifesta que quando encontra a mulher (e a chama ‘mulher’ – ishah) descobre o que ele mesmo é (‘homem’ – ish). A humanidade agora se revela a si mesmo como distinta e caracterizada sexualmente por vontade de Deus.
Diante de tudo isso o autor sagrado percebe um grande mistério. O homem é totalmente incapaz de conhecer como tudo possa acontecer. Para exprimir esse ‘salto’ da inconsciência à consciência de si no encontro com a mulher, descrive o intervento criativo de Deus como realizado em um momento de ‘sono profundo’ que fez cair sobre adam, isto é, de profunda inconsciência (em hebraico o termo é tardemah). A imagem do costado não deve conduzir a pensar a uma inferioridade da mulher, mas, ao contrário, a sua igualdade e complementariedade com o homem, uma igualdade já afirmada na primeira narração da criação, em Gn 1,28-30, onde Deus confia a ambos, homem e mulher, a mesma missão, a mesma tarefa, que em segunda cada um realizará com seu modo específico.
A situação de ‘submissão’ da mulher, assim como a atração verso o homem que a domina, aparece apenas depois do pecado. O autor sagrado vê tal condição de submissão como uma das funestas conseqüências do pecado. A narraçaõ da queda, que segue, serve para explicar a origem de tal situação que acontece todo dia na vida dos homens e mulheres. Uma situação que, porém, à luz desses textos, não deve ser considerada como existente desde sempre, desejada por Deus. Ao contrário. Na era messiânica serão restabelecidas as condições ideais da origem. Vejamos, nos evangelhos, como Jesus trata as mulheres restituendo a elas a dignidade obscurada pelo decado; e, falando do matrimônio e do repúdio em Mateus 19,8-9, prospecta, à nova humanidade dos que crêem nele, a condição da harmonia indissolúvel das origens (‘no princípio não foi assim...’). E São Paulo, em Gálatas 3,28, chega a afirmar que em Cristo ‘não tem mais homem nem mulher, pois todos são uma única coisa em Cristo’. Um ‘matrimônio’ com Cristo que une homens e mulheres na mesma tarefa e no mesmo destino: regressar no jardim de Deus. |
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Os comentários dos nossos leitores |
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levita-yerudiktus - Rio de Janeiro (22/02/2010) |
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Olá,
Este tema tão importante e tão incendado, nos conduz a uma reflexão direta às premissas ante criaçionistas do naturalista Charles Darwin.Em sua tentativa de Parricídio contra O Criador, ele procura sustentar o conceito de mutações...E seu seguidor mais célebre Jay Gold recria esse conceito à partir da premissa do chamado efeito pontuado.Para uma compreenção melhor do assunto,comvido-vos a adquirir o livro "Qayn- o oráculo que alimenta a historia.." Já a venda em;
www.clubedeautores.com.br
de minha autoria
carlos magno levita-yerudiktus |
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levita-yerudiktus - Rio de Janeiro (22/02/2010) |
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Olá,
Este tema tão importante e tão incendado, nos conduz a uma reflexão direta às premissas ante criaçionistas do naturalista Charles Darwin.Em sua tentativa de Parricídio contra O Criador, ele procura sustentar o conceito de mutações...E seu seguidor mais célebre Jay Gold recria esse conceito à partir da premissa do chamado efeito pontuado.Para uma compreenção melhor do assunto,comvido-vos a adquirir o livro "Qayn- o oráculo que alimenta a historia.." Já a venda em;
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de minha autoria
carlos magno levita-yerudiktus |
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José William da Silva - Fortaleza-Ceará (18/11/2008) |
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A complexa formação humana, é o testemunho vivo da existencia de um criador ou como afirma a Biblia, Façamos o homem a nossa imagem e semelhança. O enigma desse passado imensuravel torna-se maior quando o Senhor Deus formou o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o folego de vida e o homem foi feito alma vivente. Sabemos que a formação de um novo ser se dar no momento da fecundação, o espermatozóide fecunda o ovulo e neste exato momento o DNA genético traça os planos de uma nova vida e se comparace-mos a formação genética a iformatica teriamos toda aprogramação predeterminada em que cada coisa há seu tempo toma a sua forma, quanto mais o homem estuda, maior se torna o espanto e a admiração diante do projeto e da tecnologia usados na formação do corpo humano. O pequenissimo núcleo do óvulo fecundado detém um manual com todas as informações genéticas e hereditarias da espécie. Quem a não ser um criador inteligente cuidaria para que todas as previsões fossem mantidas na mais rigorosa cronologia? Harmoniza-se o fato de que onde existe um projeto, rigorosamente de existir um projetista, logicamente um inteligencia superior. Fundamentalmente a criação da Terra e seus habitantes foi realizada em seis dias, ora, a Biblia relata que um "DIA"para Deus é com mil anos e mil anos é como um "DIA" seria os dias da criação dias comuns para os homens ou dias comuns para o Criador? Depreende-se que a palavra "DIA" significa um periodo de tempo, vejamos o texto relatado por Moisés; "No principio Deus criou os Céus e a Terra, e a Terra era sem forma e vazia", porque acharia Deus que tal espaço vazio e sem forma serveria de alicerce sólido para a formação da Terra? Se analizar-mos a formação da Terra a luz da "BIBLIA" nos deparamos com um novo enigma, e fez Deus os dois grandes luminares, o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite e Deus fez as estrelas, teria Deus feito apenas a nossa Galaxia? Não podemos fugir dos fatos ciêntificos relatados a esse assunto, fosseis encontrato em diversas parte do globo terrestre e em epocas diferentes após cansativos estudos determinam à criação repentina de seres viventes e não uma tramutação ou evolução vagarosa. O principal enigma da historia prende-se ao fato de que há seiscentos bilhões de anos ter repentinamente a vida surgido no Planeta Terra com apenas a pala-
vra, e disse Deus produza as aguas abundante ré-
pteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da da expansão dos Céus. E Deus criou as grandes Baleias, e continuando o relato biblico, produza a terra alma vivente segundo a sua espacie, se o registro biblico esta em harmonia com os fatos cientificamente pesquisados devemos reconhecer com honestidade que o homem veio a existir não por evolução e sim pôr criação. A Teoria da Evolução não recebe ataques apenas de cristãos, mais tambem é discutida e questionada por renomados ciêntistas e paleontologos, a discordancia maior é quanto ao conceito Datwiniano. O Abade Gregorio Mendel entre os anos de 1865/80, iniciou os primeiros trabalhos que deram fundamento a moderna biologia, já em 1911 Tomaz Hunt, descobriu que os cromossomos humanos são formados por 1250 genes, coube, no entanto aos pesquisadores Francis Crick e Jim Watson e M.H. Wilkin determinarem a estrutura do ADN. Creio que agora os cientistas poderão ter entendimento mais claro do mecanismo que cumpre com exatidaõ as leis contidas no Genes. ou seja a reprodução human deverá seguir rigorosamente o "Segundo a sua Especie". Muito embora as mais diversas criaturas viventes tenham basicamente a mesma composição quimica, o homem é o unico com capacidade mental capaz de continuar melhorando seu proprio conhecimento, criando dessa forma um abismo entre ele e os outros animais, ou quem sabe, cumprindo as determinações do Criador, se não vejamos. "E Deus criou o homem a sua imagem e semelhança; a imagem de Deus o criou; macho e femea os criou. e Deus os abençoou, e Deus lhes disse; frutificai e multiplicai-vos, e enchei a Terra, e a sujeita-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos Céus, e sobre todo animal que se move sobre a Terra. Este é o relato de Moises no Genesis. Primeiro Livro das Sagradas Escrituras.
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pr daniel lourenço - betim (04/09/2008) |
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gostaria de parabenlizar pelo comentario muito profundo .
que o senhor jesus possa sempre continuar usando sua vida muito
favor mandar muitas palavras en hebraico e traduçao das mesmas |
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WILSON ANTONIO PIEDADE - CUBATÃO _SP (08/05/2008) |
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SERIA FALTAR A UM DOS MEUS DEVERES DEIXAR PASSAR ESTA OCASIÃO SEM LHES DAR OS MEUS RESPEITOS E CUMPRIMENTOS PELAS EXCELENTES MATÉRIAS SOBRE A NOSSA BÍBLIA. PORÉM UM ASSUNTO QUE NÃO ENCONTREI ATÉ AGORA FOI QUANTAS VEZES A PALAVRA AMOR É PRONUNCIADA NA BÍBLIA. SE OS SENHORES SOUBEREM POR GENTILEZA ME ENVIE A RESPOSTA. |
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- (05/03/2008) |
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poderiam corrigir as palavras escritas erradas no texto |
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